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Resende, em Veiga (1996), escreve que “a realidade de um...

Leia o texto que segue para responder às questões de números 19 a 22.


Ensinar na escola, ser professor, é trabalhar com desenvolvimento humano e com a construção do conhecimento numa realidade multicultural. Esse trabalho corresponde ao desenvolvimento do currículo na escola de Educação Básica. Esta, conforme se afirma na Resolução CNE/CEB nº 04/2010, “é o espaço em que se ressignifica e se recria a cultura herdada, reconstruindo-se as identidades culturais, em que se aprende a valorizar as raízes próprias das diferentes regiões do País” (art. 11).

Resende, em Veiga (1996), escreve que “a realidade de um mundo multicultural é, hoje, uma das verdades mais latentes e uma questão que necessita ser capturada e administrada pelas relações sociais das mais diversas instituições, dentre elas as educacionais”. Para essa educadora e pesquisadora, a condição multicultural da realidade social traz ambiguidades que “atingem a alma da escola e, mais especificamente, seu papel como instituição que se pretende formadora, ‘oxigenada’ e apta à análise e à crítica”. Nas reflexões que Resende apresenta, encontram-se argumentos em favor de que, no desenvolvimento de suas atividades curriculares – o qual se dá no encontro entre culturas –, a escola analise as diferenças como


A

produtos dos processos vividos pelos alunos os quais devem ser tomados como “material” de entrada, matéria-prima, para o trabalho educativo de homogeneização e elevação cultural dos alunos.


B

reveladoras do histórico de vida dos sujeitos e que permitem distinguir aqueles alunos com cultura mais elevada e que “vão sozinhos”, daqueles com pouca cultura e que pedem maior atenção docente.


C

produtos da história (entendida como sequência de rupturas e deslocamentos), da ideologia e das relações de poder, buscando a articulação entre currículo e experiências vivenciadas pelos alunos.


D

resultantes da desigualdade econômica e social entre as famílias e suas comunidades de origem, tomando cuidado para agir com neutralidade e para combater o “bullying” por preconceito de classe.


E

revelações das experiências vivenciadas pelos alunos, associadas a seus conhecimentos prévios, os quais a escola deve diagnosticar, substituindo-os por conteúdos conceituais da cultura acadêmica.