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Desde a Constituição da República Federativa do Brasil de...

Desde a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, vemos a necessidade de uma gestão e organização da escola, que seja voltada e pautada em princípios democráticos. Diante dessa constatação é que falar em gestão democrática e participativa significa ter a colaboração efetiva dos membros da comunidade escolar em toda a problemática pedagógica, apontando coletivamente alternativas para superação das dificuldades e desenvolvendo uma nova concepção de educação. Essa proposição de gestão representa a quebra de um antigo “modelo” educacional totalmente centralizado e que enfatizava principalmente a representatividade do diretor, pois esse modelo de gestão já não cabe mais a sociedade atual. Por isso Paro (1996) também afirma que:


A

Na sociedade dividida em classes antagônicas, onde o autoritarismo se apresenta como regra geral de conduta, imagina-se um coordenando e outros sendo coordenados, onde a ideia de gerência é a de controle do trabalho alheio. Porém, o controle é necessário quando os envolvidos não têm o mesmo interesse e não se importam em atingir um objetivo comum. Onde há concordância sobre os fins a serem buscados, a coordenação deixa de ser uma questão de poder para se tornar de organização. A coordenação mesmo no sentido democrático é desafiadora, pois supõe convergência de interesses.


B

Na sociedade dividida em classes análogas, onde o autoritarismo se apresenta como regra geral de conduta, imagina-se um coordenando e outros sendo coordenados, onde a ideia de gerência é a de parceria com todos. Porém, o controle é necessário quando os envolvidos têm o mesmo interesse e se importam em atingir um objetivo comum. Onde há concordância sobre os fins a serem buscados, a coordenação é também uma questão de poder e não de organização. A coordenação pseudodemocrática não é desafiadora, pois supõe divergência de interesses.


C

Na sociedade dividida em classes adversas, onde o autoritarismo não se apresenta como regra geral de conduta, não imagina-se um coordenando e outros sendo coordenados, onde a ideia de gerência não é a de controle do trabalho alheio. Porém, o controle é necessário quando os envolvidos não têm o mesmo interesse e não se importam em atingir um objetivo comum. Onde não há concordância sobre os fins a serem buscados, a coordenação é uma questão de consciência de classe subalterna. A coordenação mesmo no sentido democrático é definidora, pois supõe direciona os interesses para o que os líderes buscam.


D

Na sociedade dividida em classes homeomorfas, onde o autoritarismo se apresenta como regra geral de conduta, não imagina-se somente um coordenando e sim todos, onde a ideia de gerência é a de controle do trabalho do próprio gerente. Nesse molde, o controle é desnecessário quando os envolvidos tem o mesmo interesse porém não se importam em atingir um objetivo comum. Onde há discordância sobre os fins a serem buscados, a coordenação passa a ser secundária, pois o importante é a manutenção do poder e das relações que ele gera. A coordenação é algo fácil de ser atingida, basta que o coordenador saiba mandar e impor o que deve ser feito.


E

Na sociedade dividida em classes antagônicas, onde o autoritarismo não se apresenta como regra geral de conduta, imagina-se um coordenando a todos, onde a ideia de gerência é a organização do que deve ser atingido. Porém, o controle é premente pois só se atinge o esperado, se todos obedecerem sem questionar nenhuma ordem. Onde há concordância sobre os fins a serem buscados, a coordenação é mesmo uma questão de poder e autoridade. A coordenação mesmo no sentido democrático não é desafiadora, pois supõe convergência de interesses e todos entendem que se todos mandarem, não chegaram a lugar algum.