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A afirmação de que a autonomia e a gestão democrática fazem parte da natureza do ato pedagógico é procedente. O termo escola democrática (que contemplaria a autonomia para uma gestão participativa) necessita de maior explicitação, pois essa escola encontra-se mergulhada em duas fontes de dificuldade (Resende, In: Veiga, 1998). Na perspectiva da autora, essas dificuldades da escola são
a existência de valores neoliberais que fundamentam as práticas escolares; e a falta de preparo de grande parte dos educadores para lidar com a diversidade.
a ausência de valorização de um ambiente multicultural no interior da escola; e a defesa do projeto político- pedagógico e da gestão democrática como um modismo e não como uma postura epistemológica.
a resistência das famílias dos alunos em participar dos processos de decisão na escola; e a resistência dos gestores e docentes em reconhecer a contribuição das famílias dos alunos para a escola.
a resistência dos professores em participar da elaboração do projeto político-pedagógico; e a pouca vivência da comunidade escolar com experiências democráticas.
a necessidade de administrar suas próprias deficiências e incapacidades pedagógicas e políticas; e uma realidade complexa que exige mudanças significativas no ensino e na gestão.