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Sobre a evolução crítica do conceito de Fracasso Escolar, pode-se afirmar que:
A teoria da privação cultural explica de forma adequada e contextualizada porque as crianças pobres fracassam em suas aprendizagens escolares, já que elas são portadoras de deficiências perceptivas, motoras, afetivo-emocionais e de linguagem devido ao contexto culturalmente inferior em que vivem.
As críticas à teoria da privação cultural enfatizam que esta abordagem possui aspecto democrático e não preconceituoso, ao contribuir para difundir uma visão de que as classes marginalizadas possuem uma cultura inferior.
As críticas às teorias reducionistas sobre o fracasso escolar caminham no sentido de evidenciar que o modelo de sociedade, no modo de produção capitalista, produz estruturas escolares excludentes e seletivas, geradoras de situação de fracasso.
Situações como evasão e repetência na escola estão relacionadas não somente às deficiências das habilidades dos estudantes pobres, mas também à falta de estrutura familiar, sendo que esses dois aspectos juntos são suficientes para explicar estes fenômenos.
A compreensão da desconexão entre práticas sociais e práticas educacionais foi determinante no percurso de construção de propostas político-pedagógicas inovadoras para o enfrentamento das situações de fracasso escolar.