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Lopes (1999) traz luz à problemática envolvendo o senso comum na educação científica. Ao se ensinar conceitos de química, é preciso levar em consideração tal forma de conhecimento, pois, para a autora, o senso comum:
possui um caráter transclassista, ou seja, tende a um grau de universalidade, permeando diferentes classes e grupos sociais e sendo resistente a mudanças.
não dialoga com os conhecimentos científicos, devendo ser modificado nas primeiras interações didáticas por meio de atividades experimentais ou lúdicas nas aulas.
representa o conhecimento acumulado pelas classes dominantes, sendo necessário cuidado em seu uso nas aulas de química, para não implicar erros conceituais.
possui limites de atuação, que devem ser considerados para a educação científica, propondo-se atividades para a sua ressignificação e evolução para padrões mais populares.
possui relação de sinonímia com o saber popular, representando o conhecimento adquirido historicamente pelas classes populares, devendo ser modificado com a educação escolar.