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Mortimer (2000) traz a importância que deve ser dada ao papel da linguagem em sala de aula, quando da abordagem de conceitos químicos. Tal importância pode ser explicada pelo fato de que:
para o desenvolvimento do pensamento químico, partir da linguagem do estudante pode gerar articulação entre o saber construído pelos estudantes e o saber científico, promovendo contextualização entre a linguagem cotidiana e a científica.
a linguagem adequada entre professor e estudante favorece o desenvolvimento do pensamento químico, haja vista que o professor deve adaptar o conteúdo abordado desconsiderando a linguagem matemática, já que esta pode causar dificuldades de compreensão.
o desenvolvimento do pensamento químico ocorre quando o estudante abandona sua linguagem de senso comum e consegue utilizar integralmente a linguagem científica em todas as situações cotidianas e acadêmicas.
a química, enquanto área científica e cultural, não apresenta uma linguagem específica, constituída de códigos próprios, o que facilita a apropriação dos conceitos e fenômenos químicos por parte do estudante.
o desenvolvimento do pensamento químico não articula-se com a apropriação da linguagem cotidiana do estudante, permitindo, assim, focar na compreensão dos modelos matemáticos envolvidos na modelagem dos fenômenos químicos.