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No Brasil, a Constituição Federal de 1988 estabeleceu o direito à educação que promova o desenvolvimento integral dos indivíduos e sua formação cidadã, para todos. Transformar a realidade social desigual, historicamente constituída, tem exigido esforços e medidas concretas para assegurar esse direito às pessoas que sofrem discriminação étnico-racial. Um exemplo disso, referente a conteúdos curriculares, é a Resolução CNE/CP no 01/2004, que institui Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. No entanto, promover uma educação inclusiva ainda é um enorme desafio. Na obra organizada por Eliane Cavalleiro (2001), ela própria e Maria Aparecida (Cidinha) da Silva, no capítulo de sua autoria, percebem o professor como
aquele que põe as diretrizes curriculares em prática, de uma forma eficaz ou não, sendo, portanto, o grande responsável pela disseminação do racismo na sociedade.
um forte aliado para formar cidadãos livres do sentimento de racismo e, por isso, defendem a formação de educadores como uma tarefa essencial para combatê-lo.
alguém pressionado por visões conflitantes e culturalmente arraigadas, estando incapacitado para combater o racismo, tarefa própria do judiciário e da polícia.
o profissional contemporâneo mais importante para a formação humana e das relações respeitosas entre pessoas das diferentes raças, superiores ou inferiores.
ocupante de uma posição privilegiada para constatar diferentes atitudes e comportamentos racistas em sua sala de aula, sem poder atuar para mudar a situação.