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Separar alfabetização e letramento é um equívoco porque, no quadro das atuais concepções psicológicas, linguísticas e psicolinguísticas de leitura e escrita, a entrada da criança (e também do adulto analfabeto) no mundo da escrita ocorre simultaneamente por esses dois processos: pela aquisição do sistema convencional de escrita – a alfabetização – e pelo desenvolvimento de habilidades de uso desse sistema em atividades de leitura e escrita, nas práticas sociais que envolvem a língua escrita – o letramento. Portanto, pode-se dizer que alfabetização e letramento são:
formas de encontrar prazer em diferentes atos de ler, considerando que é só na escola que se lê. Diante desse fato, pode-se afirmar que as crianças trazem diferentes bagagens de letramento, ofertadas no ambiente familiar e social, antes de ingressarem no âmbito escolar, sendo, portanto, umas diferentes das outras, quando iniciam seu processo de alfabetização.
ações de leitura de variados gêneros do discurso como práticas de letramento para instrumentalizar o aprendiz, subtraindo dele seus conhecimentos prévios e valorosos para o processo de alfabetização. Explicita-se, neste momento, diferentes tipos de letramento em cada um dos educandos, uma vez que cada um deles está inserido em um núcleo familiar e social diverso.
atividades substituíveis, sendo, muitas vezes, colocada a alfabetização como pré-requisito para o letramento. É necessário realizar o desvelamento dos dois termos, lembrando que alfabetização é o ato de se tornar “alfabetizado” enquanto letramentos traduz como “condição de ser alfabetizado”.
processos interdependentes e indissociáveis: a alfabetização desenvolve-se no contexto de e por meio de práticas sociais de leitura e de escrita, isto é, através de atividades de letramento, e este, por sua vez, só se pode desenvolver no contexto da e por meio da aprendizagem das relações fonema–grafema, isto é, em dependência da alfabetização.
operações insuficientes para alcançar níveis de alfabetização funcional, etapas em que as pessoas leem e escrevem e, no entanto, não são capazes de fazer uso desse conhecimento numa esfera social, resultando isso apenas como codificação e decodificação.