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No contexto das transformações teóricas e políticas advindas das reformas educacionais ocorridas a partir dos anos de 1990, no campo da Administração/Gestão Escolar, destaca-se a natureza política da função do(a) diretor(a) ou gestor(a) da escola no que tange à imbricação e mescla entre os conceitos de direção e de gestão, evidenciando que:
Atualmente, a função do gestor escolar iguala-se com a função de gerente nos moldes do estado liberal capitalista.
A ação prática dos(as) gestores(as), na contemporaneidade, indica menor dedicação às atividades administrativas do que às atividades pedagógicas, confirmando assim a concepção da escola clássica.
No cotidiano das escolas, parece que há um pouco de cada concepção, na medida em que tanto encontramos experiências alargadas de horizontalidade e democratização na gestão escolar, com a plena separação entre diretor e gestão, como ainda é comum, especialmente nas escolas cujos diretores foram indicados politicamente, vermos a gestão subsumida ao diretor, confundindo-se pessoa e processo.
O perfil e as práticas dos(as) dirigentes escolares, são definidos pelas orientações institucionais padronizadas no âmbito da escola e comunidade
A proposta da Gestão Democrática vem sendo efetivada satisfatoriamente, na realidade educacional brasileira com a existência e a ampliação de instrumentos reguladores como Conselho Escolar e Projeto Político Pedagógico, indicando a prevalência da democracia na escola.