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O debate sobre a inclusão de pessoas com alguma deficiência na educação escolar provocou um aprofundamento da compreensão, um “aguçamento do olhar”, sobre fatores e mecanismos de exclusão de crianças e jovens, mesmo aqueles sem nenhuma deficiência, do processo de aprendizagem, de construção de conhecimentos e desenvolvimento integral, o qual é objetivado pela educação escolar, como direito de todos. Os estudos de Macedo (2005) e Mantoan (2006) são contribuições nessa perspectiva. Eles apontam que a efetivação das determinações legais, no sentido de garantir a todos o direito à educação com qualidade, implica
desenvolver a pedagogia da diversidade, destinada a etnias, religiões, gêneros, minorias em geral, alunos especiais, acolhendo com respeito e empatia, educandos com diferentes identidades estáveis.
preparar os diretores de escola do ensino regular e os professores das classes comuns, em cursos de pós-graduação, para atenderem alunos com diferentes necessidades especiais, antes de incumbi-los desse atendimento.
dotar as escolas de profissionais preparados para diagnosticar as necessidades especiais dos alunos e assim poder integrá-los ao ambiente da escola comum, no grupo de seus semelhantes, para atendimento adequado a eles.
prover as escolas comuns com pessoal especializado e com recursos pedagógicos que garantam educação de qualidade a todos os alunos, normais ou deficientes, pelo acesso aos conteúdos curriculares hoje necessários à sua inserção social exitosa.
fazer a crítica à cultura das semelhanças, com a qual a escola tem operado, pois, na inclusão, estas se relacionam de modo interdependente com as diferenças, desafiando a escola a recriar seu modelo educativo, tendo por eixo o ensino para todos.