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Libâneo (2001) analisa diversas contribuições teóricas para conceituar o currículo e apresenta a concepção de que “o currículo é a concretização do posicionamento da escola face à cultura produzida pela sociedade”, e de que, “quando os professores e a equipe escolar planejam o currículo, eles realizam uma escolha para responder a estas indagações: o que nossos alunos precisam aprender, para que aprender, em função de que aprender?” Arroyo (2013) discute o currículo como “território em disputa”, evidenciando, em sua reflexão crítica, que o planejamento e a concretização do currículo
burocratizaram-se, demasiadamente, hierarquizando as disciplinas do currículo e seus professores, o que tem acarretado frequentes disputas pessoais no cotidiano da escola.
estão a cargo das equipes de gestores e de docentes, sem delimitação das respectivas competências, gerando disputa de poder entre elas, para selecionar os conteúdos curriculares.
acontecem na escola, mas dependem das diretrizes e normas oriundas dos órgãos regionais e centrais do sistema de ensino, em constante disputa com as escolhas dos professores e gestores.
envolvem o conflito entre visões da relação entre conhecimento e cultura e a disputa dos sujeitos e de suas experiências por espaços de produção e reconhecimento no território do currículo.
têm sido valorizados pelas equipes escolares, interessadas em obter os primeiras lugares na classificação das avaliações externas, numa disputa entre escolas de “currículo forte” e “currículo fraco”.