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TEXTO PARA AS QUESTÕES 57 E 58
“A política externa e a atividade diplomática têm, como um item permanente na agenda, o defender os interesses de um país no plano internacional. Identificar esses interesses e a sua especificidade, diferenciando-os daqueles dos demais atores que operam na vida internacional é, assim, um problema prático e um exercício diário da representação da identidade coletiva de um país.
Traduzir necessidades internas em possibilidades externas para ampliar o poder de controle de uma sociedade sobre o seu destino é a tarefa da política externa considerada como política pública. (...). Requer novos e abrangentes mapas de conhecimento à luz do processo de globalização que, lastreado na inovação tecnológica, não só acelerou o tempo e encurtou os espaços como também diluiu a diferença entre o interno e o externo.
A diluição da diferença entre o interno e o externo vem levando ao questionamento de uma das clássicas hipóteses de trabalho da teoria das relações internacionais: a que conferia à política externa uma esfera de autonomia em relação à política interna. (...)
É por esta razão que hoje os estudiosos tendem a definir o campo como o das complexas redes de interação governamentais e não governamentais – que estruturam o espaço do planeta e a governança do mundo. Daí o tema de uma diplomacia global e o problema correlato da sua multiplicidade de atores que passaram a incluir, rotineiramente, as empresas transnacionais, as organizações internacionais, a mídia – e seu papel na estruturação da agenda da opinião pública –, os partidos políticos, os sindicatos, as agências de rating do mercado financeiro etc.”
A identidade internacional do Brasil e a política externa brasileira: passado, presente e futuro. Celso Lafer. Adaptado.
Considere as seguintes situações:
I- Paula, brasileira, decide cursar uma faculdade na Inglaterra, submetendo-se aos exames admissionais e realizando sua matrícula após ser selecionada.
II- Antonio, brasileiro, cursa mestrado em Portugal; de volta ao Brasil, ingressa no Doutorado na USP e o finaliza antes mesmo de obter a documentação necessária para o reconhecimento de seu título de mestre.
III- Juliana, brasileira, ingressa no doutorado na USP e consegue ver aprovado entre a USP e uma universidade italiana um instrumento que prevê dupla certificação após estágio de médio prazo na Itália e defesa perante Banca Examinadora mista, formada por examinadores italianos e brasileiros.
Uma “complexa rede de interação não governamental”, como menciona Lafer em seu texto, pode ser reconhecida em:
II, apenas.
III, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.