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Gomes (In: Cavalleiro, 2001) afirma que a escola não pode deixar de incluir a questão racial no seu currículo e na sua prática, e que também é preciso pensar em alguns caminhos que ajudem a garantir, no cotidiano escolar, o princípio constitucional da proibição do racismo.
É correto afirmar que, de acordo com a autora, isso significa, entre outras ações,
garantir que as políticas educacionais prescindam da realidade sociocultural brasileira, promovendo, obrigatoriamente, uma educação linear e homogênea para todos os estudantes, subtraindo a história e imagens da escravização negra do currículo.
que os currículos das escolas públicas devem promover o exotismo e a primitividade das culturas africanas, principalmente nas datas comemorativas, além de exaltarem o mito da democracia racial e celebrarem a miscigenação brasileira.
que a escola deve negar e abolir o uso dos conceitos de raça (como construção social) e de diversidade racial, já que esses termos nasceram de teorias científicas que validaram o racismo ao longo da história, sendo que a raça humana é uma só.
considerar os estudantes apenas como sujeitos cognitivos, de modo que se possa invisibilizar nas interações e no currículo as referências às diferenças humanas, garantindo um currículo universal e uma avaliação neutra e homogênea para todos os estudantes.
rever as enunciações e maneiras como o segmento negro é retratado nos cartazes, nos livros didáticos, nas festas e nos auditórios das escolas, significando buscar a superação de práticas racistas veladas e explícitas no cotidiano escolar.