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Entendemos que é preciso superar tanto a adesão deslumbrada (que o considera como uma espécie de panaceia), quanto a pura e simples rejeição (que o considera como empulhação), em direção à compreensão do planejamento como prática humana contraditória, tendo lucidez de seus limites (constrangimentos naturais, sociais ou inconscientes, concepções equivocadas, etc.), mas também de suas potencialidades (tomada de consciência, elemento articulador da ação, etc.).
VASCONCELLOS, Celso Santos. Planejamento: plano de ensino-aprendizagem e projeto educativo. São Paulo: Libertad, 1995 p.63.
Ao compreender o planejamento da forma apresentada no texto acima, o autor defende esse processo como ato político por
ficar determinado em seus limites quando a tomada de decisão não resgata os princípios que a sustentam. O planejamento, nessa concepção, incorpora o currículo.
incorporar e se limitar às condições do trabalho docente. O planejamento reflete as características da desvalorização profissional.
ser o momento de tomada de decisões e de resgate dos princípios que embasam a prática pedagógica. O planejamento materializa as concepções sobre o processo de ensino-aprendizagem.
precisar ser defendido constantemente pelo professor para que possa ser considerado importante. O exercício do planejamento está em fazer os outros acreditarem em sua importância, mesmo que o professor nele não acredite.