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A Didática passou a ser fortemente contestada a partir dos anos de 1970, com a crítica às perspectivas escolanovista e tecnicista, denunciando a pseudoneutralidade do técnico e enfatizando a necessidade de se pensar a prática pedagógica como prática social. O campo da Didática que, até então, se forjava pela via de uma produção de natureza eminentemente técnica e prescritiva, experimentou uma fase de críticas contundentes, apontando, inclusive para a sua negação. Sendo assim, com a emergência de um novo pensamento pedagógico, a Didática é posta em questão, afirma-se portanto, que
a Didática corre o risco de ver enfraquecido o seu objeto, visto a dispersão que tem tomado conta de seu campo nos últimos anos. O objeto da Didática diz respeito à mediação da aprendizagem feita pelo professor, aspecto que não tem recebido o tratamento devido nos cursos de formação docente.
se entende que a prática pedagógica, objeto da Didática, por ser política, exige a competência técnica. Nessa direção, houve uma defesa da separação entre as dimensões humana, técnica, política e social, que dão relevo à multidimensionalidade do processo de ensinar e aprender, objeto da Didática.
um dos marcos dessa fase diz respeito à superação de uma Didática exclusivamente fundamental pela construção de uma Didática instrumental articulada à problemática da educação na sociedade. A proposta da Didática instrumental representou um amplo movimento de reação à Didática marcada pela neutralidade.
o ensino de Didática nos cursos de licenciatura se beneficia da diversificação em face à pluralidade de temáticas e abordagens confluentes à área, pois a proposta de uma Didática que ajude o professor a entender o processo de ensino e aprendizagem tem sido assumida pelos cursos de formação inicial.