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Na obra Henri Wallon: Uma concepção dialética do desenvolvimento infantil (1986), Galvão afirma que Wallon vê o desenvolvimento da pessoa como uma construção progressiva em que se sucedem fases com predominância alternadamente afetiva e cognitiva. A respeito dos estágios propostos pela psicogenética walloniana, é correto afirmar que o estágio
do personalismo cobre a faixa dos três aos seis anos, e a tarefa central é o progresso de formação da personalidade, sendo que a construção da consciência de si, que se dá por meio das interações sociais, reorienta o interesse da criança para as pessoas, definindo o retorno da predominância nas relações afetivas.
categorial abarca o primeiro ano de vida, o colorido peculiar é dado pelo movimento e pela cognição, instrumento privilegiado de interação da criança com o meio; sendo que as reações emocionais orientam as primeiras relações do bebê com as demais pessoas, que intermediam sua relação com o mundo físico.
projetivo inicia-se aos seis anos de idade, nele se consolida a função simbólica e à diferenciação da personalidade, sendo que os progressos intelectuais dirigem o interesse das crianças para coisas do mundo exterior e há a predominância de aspectos cognitivos sobre os afetivos.
sensório-motor é o estágio da adolescência, a crise pubertária rompe a tranquilidade afetiva e impõe a necessidade de novas definições do contorno da personalidade; esse estágio traz à tona questões pessoais, morais e existências, em uma retomada da predominância da cognição em detrimento da afetividade.
impulsivo-emocional vai de 10 até os treze anos; nesta fase a criança adquire maior autonomia; a afetividade nesse estágio incorpora os recursos intelectuais, é uma afetividade simbólica que se exprime por palavras e ideias, o que Wallon nomeia de jogo funcional.