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A partir do método dialético de construção do conhecimento, Gasparin (2005) apresenta os três momentos da atividade de ensino, a saber: 1) a prática social inicial do conteúdo; 2) a teoria (que inclui a problematização, a instrumentalização e a catarse); e 3) a parte social final do conteúdo (Gasparin, João Luiz. Uma didática para a Pedagogia histórico-crítica. 3.ed. Campinas: Autores Associados, 2005).
Resumidamente, podemos caracterizar a:
Prática social inicial como o momento em que são apresentadas e discutidas as razões pelas quais os alunos devem aprender o conteúdo proposto, sendo levantadas questões que expressem as várias dimensões do objeto de estudo.
Instrumentalização como o ponto de partida, o momento em que se conhece o nível de desenvolvimento atual dos estudantes, sendo uma leitura da realidade.
Problematização como uma ponte na transição entre a prática e a teoria, sendo analisada e questionada a prática social inicial, tendo em vista a criação de uma necessidade para que o estudante busque o conhecimento.
Catarse como o momento de construção do conteúdo sistematizado para que os estudantes se apropriem do conhecimento científico.
Prática social final como uma mediação do conhecimento científico realizada intencionalmente pelo educador, por meio de diferentes estratégias e técnicas, para que aconteça o processo de internalização pelo estudante.