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A supervisora se recordou das limitações da teoria dos...

Leia o texto para responder às questões de números 35 e 36.


Olívia é uma jovem diretora escolar. Ela aproveitou a reunião com sua supervisora de ensino para perguntar como lidar com o que ela entendia ser inveja ou ressentimento de seus colegas sob sua gestão. A supervisora se recordou da Teoria dos Traços de Personalidade, apresentada no livro Liderança em gestão escolar (Lück, 2010): “Toda teoria tem seus limites, mas eu penso que alguns traços ali são bacanas mesmo da gente pensar sobre e tentar cultivar”. Mais tarde, Olívia leu o seguinte excerto na obra indicada, a respeito dos líderes:

“Sabem o que dizer e como dizer, no momento adequado, evitando agir para resolver problemas e comunicar-se de modo impensado, emocional, expressando suas subjetividades e frustrações. Portanto, sabem negociar, estabelecer mediações em situações de conflito, enfrentando-as com naturalidade e competência. Também são capazes de lidar com habilidade e tato diante de expressões de inveja, ciúme, malquerença, ressentimentos, desconfianças, raiva, que apareçam no ambiente escolar, compreendendo a dimensão humana dessas emoções e oferecendo elementos para humanizá-las”.

A supervisora se recordou das limitações da teoria dos Traços de Personalidade, quando adotada como orientação única. Na obra lida por Olívia, Lück (2010) indica, entre outras críticas, que essa teoria


A

conduziria à conclusão de que a liderança é inata e que as pessoas têm ou deixam de ter essas características e, portanto, são ou não são líderes.


B

sugeriria que a liderança depende do contexto e dos outros envolvidos, sem reconhecer, portanto, a amplitude do alcance em si que o talento de um líder tem.


C

valorizaria os conteúdos específicos do contexto em que a liderança é demandada, que exigem conhecimentos e habilidades especiais, construídas por meio de capacitação.


D

desconsideraria a dimensão individual, centrando seu enfoque sobre os líderes como seres sociais que respondem a processos socioculturais ao mesmo tempo em que os criam.


E

recusaria qualquer abordagem mais objetiva, que pudesse isolar e mensurar traços e fatores da personalidade e quantificá-los, como propõe a psicometria.