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Considere o Texto I para responder às questões 16 e 17.
TEXTO I
Uma pesquisadora da Universidade de Franca, localizada no estado de São Paulo, desenvolveu uma pesquisa com o objetivo de fazer um levantamento sobre as principais contribuições de algumas teorias da aprendizagem para as metodologias ativas. Como resultado de seu estudo, a pesquisadora propôs o esquema conceitual apresentado abaixo.

Fonte: CPCON/UZUN, Maria Luisa Cervi. As principais contribuições das Teorias da Aprendizagem para a aplicação das Metodologias Ativas. Revista Thema, v. 19, n. 1, p. 153-163, 2021. Adaptado.
O professor cuja prática de ensino é orientada pelos fundamentos da Teoria V, mencionada no Texto I, ao implementar metodologias ativas fundamentadas nesta mesma teoria, deve compreender que seu papel neste contexto é:
facilitar a aprendizagem significativa através de tarefas fundamentais, como a identificação da estrutura conceitual e proposicional da matéria de ensino; a identificação dos subsunçores relevantes à aprendizagem do conteúdo a ser ensinado; o diagnóstico dos subsunçores que o aprendiz já tem em sua estrutura cognitiva; e a utilização de recursos que facilitem a aquisição de conceitos.
mediar a aquisição de significados contextualmente aceitos. Quer dizer, o professor, entendido como alguém mais experiente da cultura, deve criar situações de ensino que favoreçam o intercâmbio de significados entre ele e os alunos dentro na zona de desenvolvimento proximal do aprendiz, considerando a origem social das funções mentais superiores e o papel da linguagem.
despertar o interesse dos aprendizes pelos conhecimentos e habilidades subjacentes à interação entre as experiências de qualidade proporcionadas no ensino e aquelas já presentes em suas vidas. Isto deve ser feito em prol da promoção do crescimento pessoal e da criatividade, ou seja, para uma educação progressiva, pragmática e experiencial. Neste contexto, aspectos como pensamento, reflexão e interesse têm papel importante.
demonstrar qualidades atitudinais como autenticidade, estima pelo aprendiz e compreensão empática, que facilitam a aprendizagem vivencial e autoiniciada, e aumentam a probabilidade de aprendizagem significante. Nesse contexto, o professor é uma pessoa para seus estudantes, e não um mecanismo por meio do qual o conhecimento é transmitido de uma geração para outra.
criar situações de ensino seriadas e graduadas, compatíveis com o nível de desenvolvimento mental do aprendiz, que o levem a construir novos esquemas de assimilação para adaptar-se, ou seja, que o forcem a reequilibrar-se. O que se deseja é que o professor deixe de ser apenas um conferencista e que estimule a pesquisa e o esforço, ao invés de se contentar com a transmissão de soluções já prontas.