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Em uma escola, um grupo de professores, durante o horário de formação continuada, apresentou as seguintes queixas: “Não queremos tanta teoria...precisamos é de prática...”; “Chega de blá-blá-blá... o que precisamos é de menos filosofia e mais ação”; e “Estamos cansados de tanta teorização... queremos um pouco mais de prática...”. Visando apresentar uma resposta fundamentada aos docentes, a coordenadora realizou a leitura do texto de Christov (in: Placco et alii, 2005). Na referida obra, a autora afirma que
as formações, que abolem a teoria e permanecem circunscritas às discussões práticas sobre os problemas da sala de aula, têm professores mais eficientes e melhores resultados.
as teorias educacionais são incapazes de intervir diretamente nas práticas cotidianas de sala de aula, independentemente de o docente conhecê-las ou não.
a aprendizagem da docência, ou seja, do ser professor acontece na sala de aula e a prática docente prescinde de teorias da área da educação.
teoria e prática são indissociáveis, mesmo que não se tenha muita clareza sobre as teorias que estão influenciando a prática docente.
as formações de cunho científico exigem que o coordenador permaneça restrito às teorias, pois tematizar práticas desqualificadas, gera discussão superficial durante a formação.