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Na configuração contemporânea do capitalismo globalizado, a chamada Nova Ordem Educativa consolida-se como apêndice estrutural das demandas do mercado de trabalho flexível. Isso representa uma síntese orgânica entre os princípios toyotistas de produção e as políticas educacionais gerencialistas, engendrando um novo trabalhador. O perfil desse novo trabalhador, que melhor corresponde às exigências dessa racionalidade produtiva, emerge de um mundo do trabalho
caracterizado pela rigidez dos processos produtivos altamente especializados, com carreiras lineares e estáveis, demandando pouca adaptabilidade intelectual e moral por parte dos trabalhadores, mas que exige maior compromisso ético nas relações interpessoais.
que mantém a ênfase na execução de tarefas repetitivas e padronizadas, com pouca necessidade de comunicação complexa ou autonomia intelectual, mas que agora exige maior compromisso ético com metas de produção pré definidas e alinhadas com o mercado.
marcado pela flexibilidade dos processos e mercados, onde há uma demanda crescente por trabalhadores com novas competências intelectuais e socioemocionais, em um contexto de constante mudança de competências e habilidades.
que, apesar da flexibilidade dos mercados, preserva a estabilidade empregatícia e a progressão de carreira baseada na antiguidade, com demandas por proatividade, mas sem alterar fundamentalmente a estrutura hierárquica e as habilidades requeridas.