A crescente influência da Teoria do Capital Humano nas políticas educacionais, em disputa com diferentes projetos de sociedade e de educação, estabelece uma tensão cuja consequência no âmbito estrutural dos sistemas de ensino evidencia-se principalmente na
prevalência de uma lógica economicista que desqualifica a formação geral, reduz custos por meio da flexibilização curricular e da precarização da carreira docente, alinhando-se a um mercado de trabalho instável e demandas imediatistas do setor produtivo.
garantia de que a formação escolar atende exclusivamente às necessidades do setor produtivo, elevando a empregabilidade e a mobilidade social de forma homogênea, sem conflitos com outros objetivos educacionais.
resistência hegemônica de movimentos sociais e intelectuais, que conseguem impedir a influência da Teoria do Capital Humano e manter currículos baseados em formação integral, como previsto nas Diretrizes Curriculares Nacionais de 2012.
redução do financiamento da educação como resultado direto de políticas fiscais austeras, sem qualquer relação com a disputa de projetos educacionais ou a influência da Teoria do Capital Humano, porém moldando os currículos.