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Considere o texto a seguir.


Os anos de 1990 foram marcados por reformas educacionais ancoradas nas induções de políticas neoliberais, ao mesmo tempo em que o regime democrático trouxe perspectivas mais amplas e participativas para a organização e gestão da educação. Pesquisa coordenada por Paro (2015), mostra que quando se analisa a interferência e influência da iniciativa privada na escola pública, em particular no que se refere à figura, ao papel e atuação do diretor, geralmente predomina a ideia de que o seu trabalho se restringe ao “[...] mero preposto do Estado na escola, trabalhando para o cumprimento da lei e da ordem ou da vontade do governo no poder”


PARO, V. H. Diretor escolar: educador ou gerente? São Paulo: Cortez, 2015.


Conforme explicita o autor, numa perspectiva democrática, a direção escolar, em contraponto à lógica gerencial, deve superar a visão de que a gestão da escola é


A

exclusivamente uma atividade burocrática e gerencial, sempre mais preocupada com as demandas administrativas, sem considerar o caráter político da administração, visto que a sua atuação na escola está também associada ao processo de realização do ensino, o que inclui não apenas as atividades-meio, mas também as atividades-fim, particularmente na relação educador-educando, já que o pedagógico também faz parte da gestão escolar.


B

prioritariamente atividade burocrática e gerencial, preocupada com as demandas administrativas, sem considerar o caráter pedagógico da administração, visto que a sua atuação na escola está diretamente associada ao processo de realização do ensino, por meio da sua atuação e mediação com a coordenação e supervisão pedagógicas, na relação educador-educando.


C

uma atividade burocrática e gerencial, preocupada exclusivamente com as demandas administrativas, sem considerar o caráter mediador da administração, visto que a sua atuação na escola está diretamente associado ao processo de realização do ensino, o que inclui não apenas as atividades-meio, mas também as atividades-fim, particularmente na relação educador-educando, já que é o pedagógico que dá sentido à gestão escolar.


D

uma atividade sem dimensões burocráticas e gerenciais, já que a escola democrática deve priorizar as demandas administrativas relacionadas às pessoas, no que é próprio para a realização do ensino, o que inclui não apenas as atividades-meio, mas também as atividades-fim, na relação diretor-educador-educando, como parte da gestão escolar.