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“As tentativas de apropriação dos procedimentos e resultados é surpreendente, principalmente porque desequilibram nossa crença no desenho espontâneo, como atividade natural, conduta da função simbólica, mobilizada unicamente por impulso interno. A autonomia não exclui a influência do meio.”
IAVELBERG, Rosa. Para gostar de aprender arte: sala de aula e formação de professores. Porto Alegre: Artmed, 2003.
Segundo Rosa Iavelberg, o desenho de apropriação no percurso do desenvolvimento gráfico infantil se caracteriza como
uma fase de consolidação expressiva, marcada pelo abandono das tentativas criativas em favor da repetição de modelos culturais.
a passagem da figuração simbólica para o desenho abstrato, revelando um novo domínio técnico e conceitual.
um processo ativo de assimilação das regularidades gráficas da cultura visual, que amplia a capacidade construtiva e prepara a expressão autoral.
um retorno à experimentação do gesto gráfico e da desarticulação simbólica em nome da espontaneidade expressiva.
a consolidação de um estilo gráfico padronizado, necessário para o ingresso em linguagens artísticas mais elaboradas.