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A relação entre sinalização, escrita e oralidade na tradução intermodal entre Libras e língua portuguesa desafia paradigmas tradicionais de textualidade, exigindo do tradutor-intérprete uma reconfiguração conceitual das categorias de linearidade, iconicidade e multimodalidade. Com base nas contribuições de Ong, Fiorin, Ladson-Billings e Cuxac, qual alternativa apresenta uma análise aprofundada das implicações desse fenômeno para os estudos tradutológicos?
A sinalização, por apresentar simultaneidade e iconicidade gestual, não comporta transposição textual plena, devendo ser tratada como performance não linguística no processo tradutório.
A transposição intermodal exige estratégias discursivas que reconheçam os modos orais-visuais da Libras, sua estrutura multilinear e seu suporte cinésico, de modo que o sentido seja reconstruído e não apenas transcodificado.
A equivalência textual entre Libras e português é assegurada pela aplicação de categorias sintáticas paralelas, visto que ambas compartilham modos de enunciação organizados por princípios pragmáticos convergentes.
A natureza tridimensional da Libras impossibilita qualquer representação textual eficaz, sendo a tradução reduzida a uma atividade interpretativa de reconstrução subjetiva e desancorada de parâmetros linguísticos.
O paradigma fonocentrado da língua portuguesa pode ser expandido para abarcar elementos visuais da Libras, desde que haja adaptação lexical e fidelidade sintática no registro escrito.