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No âmbito da formação tradutória em contextos bimodais, especialmente na interface entre Libras e língua portuguesa, emergem desafios que demandam do profissional não apenas domínio linguístico, mas também competências de natureza intercultural, pragmática e metacognitiva. Considerando os aportes de Franz Pöchhacker, Jemina Napier e Stauffer, qual alternativa apresenta uma análise criticamente articulada às exigências formativas para atuação em contextos de ambiguidade, variação enunciativa e regimes de performatividade discursiva?
O aprimoramento técnico de habilidades manuais e cinésicas constitui o núcleo das formações tradutórias em contextos visuais, sendo as competências reflexivas desenvolvidas de maneira espontânea e não sistematizada.
A presença de ironia, ambiguidade e deslizamentos pragmáticos, embora recorrente, não demanda intervenções complexas do intérprete, desde que ele siga os protocolos convencionais de fidelidade e literalidade interpretativa.
Em função do caráter visual e tridimensional da Libras, a formação do intérprete deve focar-se na estabilização de parâmetros semânticos, minimizando a interferência de subjetividades na mediação interlinguística.
A neutralidade tradutória deve ser reforçada por treinamentos baseados em replicação textual e simulação de contextos padronizados, evitando a exposição do profissional a tensões interculturais que afetem a precisão da equivalência.
A construção de estratégias tradutórias eficazes exige o acoplamento entre modelagens culturais e referenciais metacognitivos, permitindo respostas interpretativas ajustadas às situações de sobreposição discursiva e negociação de sentidos.