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A noção de neutralidade na prática tradutória, particularmente no campo da tradução e interpretação de Libras, tem sido criticamente reavaliada à luz das abordagens interacionais e socioconstrucionistas. Com base nos aportes teóricos de Cecilia Wadensjö, Ebru Diriker e Melanie Metzger, qual alternativa expressa uma concepção epistemologicamente consistente e eticamente situada sobre a atuação do intérprete em contextos discursivos multilíngues e multimodais?
O princípio da neutralidade é operacionalizado como exclusão da subjetividade do intérprete, de modo que sua presença não afete a autenticidade enunciativa dos interlocutores.
A imparcialidade, entendida como supressão das marcas individuais do intérprete, constitui um valor universalmente aplicável e necessário à manutenção da transparência comunicativa.
A atuação tradutória contemporânea reconhece o intérprete como agente co-construtor de sentido, cuja presença discursiva é mediada por parâmetros éticos, contextuais e relacionais, tensionando a noção tradicional de neutralidade.
A função do intérprete é garantir a equivalência referencial entre as línguas envolvidas, sendo quaisquer inserções pragmáticas consideradas interferências indesejadas no processo comunicacional.
A neutralidade do intérprete está ancorada na reprodutibilidade técnica do conteúdo linguístico, devendo sua performance ser mensurada pela aderência formal ao enunciado original.