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A incorporação da Libras como língua de produção científica e circulação acadêmica tem colocado em evidência tensões tradutórias vinculadas à transposição de gêneros técnico-discursivos em contextos institucionais. Com base nos aportes teóricos de Quadros, Karnopp e Vigário, qual alternativa representa, de maneira mais coerente e epistemologicamente refinada, uma dificuldade inerente à tradução de gêneros acadêmicos do português para a Libras?
A transferência intermodal entre português e Libras, no âmbito acadêmico, pressupõe um processo de equivalência estrutural pautado em unidades terminológicas fixas e transferíveis entre as línguas.
A tradução de discursos técnico-científicos para Libras envolve a adoção de modelos de literalidade controlada, de modo a preservar os padrões sintáticos do idioma de partida, garantindo rigor semântico.
A consolidação de um léxico técnico-científico na Libras tem neutralizado os desafios tradutórios, viabilizando a fidelização terminológica por meio da glosa sistematizada.
A interpretação de textos acadêmicos do português para a Libras requer a construção de estratégias tradutórias que tensionam linearidade, iconicidade e espacialização discursiva, exigindo do intérprete repertório epistemológico ampliado.
A estruturação da Libras como língua minoritária compromete sua aplicabilidade em domínios científicos, uma vez que sua organização morfossintática inviabiliza a formulação de proposições lógicas complexas.