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A estruturação gramatical da Libras, marcada por fenômenos como os classificadores, a direcionalidade verbal e os processos de topicalização, impõe desafios teóricos à tradução entre línguas tipologicamente não equivalentes. Considerando os estudos de Brentari, Sandler e Quadros & Karnopp, qual alternativa expressa uma análise tecnicamente fundamentada sobre as implicações linguísticas da tradução interlingual entre português e Libras?
A tradução entre português e Libras opera sobre padrões sintático-semânticos convergentes, sendo as diferenças estruturais compensadas por estratégias de adaptação morfológica previsível.
O sistema classificatório da Libras, ancorado em parâmetros visuais e topográficos, demanda do tradutor uma reorganização do sentido discursivo segundo padrões espaciais, e não lineares.
As categorias gramaticais da Libras, embora estruturadas de forma visual, seguem uma lógica distributiva análoga à da língua portuguesa, permitindo a construção de correspondências diretas e simétricas.
A topicalização em Libras compromete a inteligibilidade da tradução, razão pela qual deve ser evitada em situações formais que exijam equivalência sintática explícita.
Os verbos direcionais da Libras funcionam como marcadores exclusivamente de aspecto e tempo, e sua equivalência com o português se dá por mapeamento semântico unívoco.