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A atuação do tradutor-intérprete de Libras em contextos atravessados por interseccionalidades — como gênero, raça, classe, sexualidade e deficiência — exige do profissional uma escuta atenta aos marcadores sociais e às múltiplas formas de enunciação subalternizadas. À luz das contribuições de Kimberlé Crenshaw, Judith Butler, Jorge Larrosa e Carlos Skliar, qual alternativa expressa uma abordagem crítica e epistêmica adequada a esse cenário?
A escuta interseccional deve ser evitada pelo intérprete, uma vez que qualquer mediação baseada em identidades sociais pode comprometer a neutralidade exigida pela ética profissional.
O reconhecimento das múltiplas opressões discursivas impõe ao intérprete uma postura de abertura à alteridade, na qual o silêncio e o gesto também operam como resistências políticas e enunciativas.
A atuação em contextos de diversidade identitária exige do intérprete uma uniformização do discurso, assegurando que todos os sujeitos sejam traduzidos por meio de parâmetros linguísticos neutros e universais.
A prática interpretativa deve basear-se apenas em normas técnicas de equivalência interlinguística, pois qualquer atenção às identidades sociais configura ativismo político inadequado à função tradutória.
Em situações de interseccionalidade, o intérprete deve manter uma distância analítica dos discursos traduzidos, assegurando que seu posicionamento subjetivo não interfira na mensagem original.