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O processo diagnóstico na psicopedagogia, conforme delineado por Jorge Visca (1991) e Alicia Fernández (1991), deve ser concebido como um movimento compreensivo, relacional e não patologizante, no qual se investigam os vínculos afetivo-cognitivos estabelecidos pelo sujeito com o conhecimento, a escola e a própria história de vida. Tal abordagem demanda escuta qualificada, sensibilidade epistemológica e postura investigativa capaz de apreender significados e subjetividades. Nesse sentido, assinale a alternativa que melhor expressa os pressupostos dessa concepção diagnóstica:
A análise da trajetória escolar e familiar do sujeito, bem como das representações simbólicas que construiu em relação ao saber, constitui elemento estruturante para a formulação de hipóteses interpretativas e planejamento interventivo.
A utilização de instrumentos psicométricos padronizados é suficiente para garantir a validade do processo diagnóstico, sendo possível prescindir da escuta narrativa e da compreensão contextualizada da história do sujeito.
O diagnóstico deve ser orientado por categorias objetivas de déficit, centrando-se na mensuração de lacunas cognitivas e na avaliação da correspondência entre idade cronológica e desempenho escolar.
A entrevista psicopedagógica deve manter-se rígida e dirigida, utilizando perguntas fechadas e limitando as possibilidades de expressão espontânea do sujeito, de modo a evitar vieses interpretativos.
A principal meta do diagnóstico é estabelecer um cronograma prognóstico de remediação das dificuldades escolares, definindo prazos e metas de desempenho para alcançar os padrões esperados.