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Apesar da emergência recente, principalmente no novo milênio, de estudos das relações étnico-raciais, a sua gênese está no período Colonial e escravista. Do mesmo modo, as questões sobre a prática docente e as relações étnico-raciais no espaço escolar ainda são uma temática incipiente nos estudos da área da Educação. Nesse sentido, os estudiosos apontam que a discussão é escassa devido à:
estrutura da própria sociedade brasileira, que tem resistido em discutir o racismo, mesmo que haja presença da discriminação racial no espaço escolar de forma insidiosa, naturalizada e invisibilizada.
inexistência de racismo no Brasil, pois há uma democracia racial pelo fato de não haver uma divisão de raças tão forte quanto há nos Estados Unidos e nos outros países por exemplo.
grande miscigenação entre negros de origem africana, brancos de origem europeia e índios nativos das terras brasileiras, o que difere nosso país de todos os outros territórios colonizados no Ocidente.
Constituição Federal que assegura que nunca houve lei restritiva que segregasse oficialmente a população negra da população branca, impedindo a existência do racismo.