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Com o objetivo de analisar as relações de poder estabelecidas diante das regras escolares entre os discentes no cotidiano escolar foi realizada uma pesquisa indagando aos alunos a seguinte questão: “Você conhece e poderia explicar as funcionalidades das regras da sua escola?”. O aluno X respondeu que a regra funciona para “mostrar que a escola é uma entidade maior que os alunos, mostrar que a escola prevalece, ou seja, dá mais poder à instituição e cala o aluno”. (Gertrudes, 2016, p.37). Nessa declaração, fica identificado que:
a escola proporciona momentos de diálogo em que todos os segmentos são convidados a participar, coletiva e democraticamente, da elaboração das regras escolares.
os alunos reconhecem que os superiores oferecem condições propícias para que, por meio dos representantes de classe, as propostas dos alunos sejam acatadas.
o aluno demonstra o seu não pertencimento às regras que são mecanismos que a escola usa com o intuito de preservar e afirmar sua identidade de “superioridade” em relação aos estudantes — expressando de forma implícita ou explícita a autoridade da instituição.
a elaboração das regras escolares é construída, coletivamente, evidenciando que as relações de poder na escola são horizontais e partilhando as responsabilidades pelas decisões referentes às rotinas de trabalho da escola.