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A fragmentação do conhecimento escolar tem sido apontada como um dos fatores que comprometem a construção de aprendizagens significativas, exigindo do professor uma postura ativa na articulação entre os conteúdos disciplinares. À luz dessa concepção, considerando os fundamentos da interdisciplinaridade aplicada ao ensino de Língua Portuguesa, é correto afirmar que:
A interdisciplinaridade no ensino de Língua Portuguesa implica explorar os textos como práticas sociais multifacetadas, cujos temas e estruturas podem ser conectados a saberes de outras disciplinas, promovendo uma abordagem dialógica que favoreça a construção integrada do conhecimento e o desenvolvimento de competências linguísticas em contextos reais de uso.
A integração de conteúdos entre Língua Portuguesa e outras disciplinas pode ser realizada desde que se preserve a autonomia epistemológica de cada área, mantendo os objetivos específicos isolados, mesmo quando se trabalha com os mesmos textos ou temáticas em comum.
A articulação interdisciplinar, embora desejável, deve ocorrer de forma ocasional e restrita a projetos especiais, uma vez que o ensino de Língua Portuguesa exige sistematicidade própria e foco nos aspectos formais da linguagem, os quais demandam isolamento metodológico para evitar contaminações conceituais.
A prática interdisciplinar no ensino da língua deve priorizar os conteúdos gramaticais estruturais, por serem mais facilmente transferíveis para contextos de outras disciplinas, como História e Geografia, possibilitando a verificação de correção linguística e a homogeneização dos registros textuais utilizados pelos alunos.