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Conforme propõe o modelo de serviço de apoio - Ensino Colaborativo - na Educação Inclusiva, o docente de AEE e o docente de sala regular atuam juntos com o objetivo de promover melhores condições de aprendizagem de toda a turma. No caso do ensino de Ciências, pesquisadores têm abordado as especificidades da área de Ensino de Física para pessoas com deficiência visual, analisando a articulação com o AEE. Nesse contexto, uma das investigações de Silva e Camargo (2018) identificaram que: “[...] A capacidade/dificuldade de um aluno cego em aprender Física não é intrínseca a este, mas decorre do fato de que o conhecimento científico, enquanto construção social, é comunicado/representado de forma inacessível a este sujeito, ou seja, por vias predominantemente visuais”. (Referência: Silva, Marcela Ribeiro da; Camargo, Eder Pires de; O atendimento pedagógico especializado e o ensino de Física: uma investigação acerca do processo de ensino e aprendizagem de uma aluna cega. Revista Ensaio: Pesquisa em Educação em Ciências. V. 20. Belo Horizonte, 2018. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/1983-21172018200102)
Portanto, as pesquisas sobre a atuação colaborativa entre docentes de sala comum e do AEE indicam que os melhores resultados de ensino-aprendizagem podem ser alcançados quando a parceria tem como alicerce:
bidocência, em que o docente de AEE atua como ajudante, acompanhando a PcD na sala, e o regente da sala comum mantém sua forma de ensinar.
coensino, em que o docente da sala comum compartilha seu planejamento com docente de AEE para a preparação de atividades individualizadas para a PcD.
parceria na elaboração de materiais, mantendo a distinção entre dois sistemas de avaliação de aprendizagem entre a PcD e o restante da turma.
tempo para planejamento conjunto e definição das responsabilidades de cada docente com toda a turma, bem como aprimoramento das habilidades de comunicação.
habilidades interpessoais que se desenvolvem ao longo do tempo de parceria, mantendo a territorialidade de cada área de atuação.