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Leia o fragmento de texto abaixo.“O processo de aprender pode deflagrar no aprendiz uma...

Leia o fragmento de texto abaixo.


“O processo de aprender pode deflagrar no aprendiz uma curiosidade crescente, que pode torná-la mais e mais criador. (...) Quanto mais criticamente se exerça a capacidade de aprender tanto mais se constrói e desenvolve o que venho chamando ‘curiosidade epistemológica’, sem a qual não alcançamos o conhecimento cabal do objeto”.


A partir do excerto de Paulo Freire, sobre a passagem da curiosidade “ingênua” à “epistemológica”, o papel do educador na ativação dessa curiosidade é:


A

iniciar por debates motivacionais sobre experiências cotidianas dos alunos e, em seguida, converter os relatos em projetos práticos orientados a resultados, de forma a substituir a curiosidade espontânea por objetivos operacionais mensuráveis.


B

organizar sequências expositivas progressivas e, ao final, propor exercícios de aplicação contextual para que a curiosidade inicial do estudante seja canalizada em domínio conceitual estável, preservando a neutralidade do professor.


C

planejar percursos investigativos que partam da realidade vivida pelos alunos e se ampliem pelo diálogo problematizador, e pela reflexão crítica, de modo que aprender se torne um ato criador e transformador.


D

priorizar desafios cognitivos individuais de alta complexidade e atividades metacognitivas que levem o estudante, com mínima mediação docente, a autoconstruir hipóteses, evitando interferências sociopolíticas.