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Mais do que uma proposta de seleção e organização de conteúdos, o presente texto tem como propósito apresentar uma reflexão sobre a forma como o ensino de História tem se pautado na Rede Municipal de Ensino de São José (RME-SJ), bem como apontar elementos que subsidiarão as futuras práticas pedagógicas dos profissionais desse componente curricular. (Currículo Base da Educação Josefense, p.538).
Diante do contexto acima, assinale a alternativa INCORRETA:
Além da visibilização das práticas pedagógicas e dos anseios profissionais desse coletivo de professore(a)s, a escrita do texto também leva em consideração dois outros importantes aspectos: a consciência sobre a amplitude do conceito de Currículo Escolar, e a já amplamente divulgada premissa da SME-SJ de caracterizar a Proposta Curricular do município com os princípios de uma educação voltada para o reconhecimento das Diversidades e do respeito aos Direitos Humanos.
O ensino de História contribui para nos dar a ver que os sujeitos das diversidades não são apenas os sujeitos da educação especial, os negros, os indígenas, as mulheres, os LGBTQI+, mas sim todos nós, resguardados pela riqueza das nossas singularidades, não sendo razoável, portanto, qualquer tentativa intencional de hierarquização dessas diferenças.
O ensino de História não se materializa por meio do crivo da reflexão, do diálogo e da prática de escrita do grupo de professore(a)s de História dessa rede.
É sabido que as desigualdades culturais facilmente se transformam em desigualdades sociais e econômicas. Nesse sentido, essa importante visão de cunho cultural e minimamente de colonial sobre a sociedade e a cultura brasileira só se concretiza por meio de um ensino de História que, independentemente das suas vinculações historiográficas, esteja comprometido com uma ética da criticidade, pois de outro modo não estará contribuindo com as transformações das estruturas de poder e com o combate às desigualdades e injustiças sociais que se fazem presentes nas nossas mais diferentes instâncias sociais, e que devem ser superadas no caminho da construção de uma sociedade mais justa, democrática e plural.
Na medida em que apresenta e reflete sobre os processos históricos e as formas pelas quais construímos nossas subjetividades, o ensino de História pode ser espaço privilegiado para a tarefa de visibilizar e valorizar a diversidade étnica, cultural e sexual das coletividades históricas e dos próprios sujeitos que convergem para a escola.