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Em um grupo de orientação familiar coordenado pelo pedagogo de um CAPS, uma mãe relata sentir-se culpada pela condição do filho e demonstra dificuldade em aceitar que ele participe de atividades comunitárias sem sua supervisão direta. Outros familiares presentes compartilham sentimentos semelhantes de sobrecarga e medo. Considerando os princípios do modelo assistencial de base comunitária e o papel da orientação familiar na reabilitação psicossocial, a condução adequada dessa situação pelo pedagogo seria:
Orientar os familiares a manterem vigilância constante sobre os usuários, evitando situações de risco que possam comprometer a estabilidade clínica alcançada no processo terapêutico.
Acolher os sentimentos expressos pelos familiares e facilitar um processo dialógico no qual possam compartilhar experiências, ressignificar concepções sobre autonomia e construir coletivamente estratégias que equilibrem cuidado e promoção de independência dos usuários.
Esclarecer tecnicamente aos familiares que sentimentos de culpa são irracionais e prejudiciais ao tratamento, orientando-os a adotar postura mais objetiva e menos emotiva em relação à condição dos usuários.
Organizar palestras com profissionais especializados sobre transtornos mentais e tratamentos disponíveis, enfatizando a importância da adesão medicamentosa e do cumprimento rigoroso das recomendações da equipe.