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Na literatura e prática escolar, a avaliação da aprendizagem é frequentemente classificada em diferentes tipos, como diagnóstica, formativa, somativa, entre outras. No entanto, Cipriano Carlos Luckesi apresenta uma proposta diferente, pois, como investigação da qualidade da realidade, a avaliação da aprendizagem deve ser entendida de forma ampla, sem rótulos, independentemente de seu uso, momento ou ideologia.
Nessa perspectiva teórica, é correto afirmar que:
A objetividade na avaliação depende da clareza dos seus tipos e propósitos, sendo essencial que os instrumentos sejam concebidos conforme metas previamente estabelecidas, o que justifica a distinção entre diferentes formas avaliativas no processo educativo.
A avaliação, ao ser adjetivada em suas finalidades específicas, torna-se mais objetiva e eficaz, pois permite ao educador selecionar procedimentos adequados a cada etapa do processo de ensino e aprendizagem, garantindo a neutralidade e a justiça nos resultados obtidos.
O ato de avaliar é um ato de investigar e, como tal, necessita ser isento axiologicamente, tendo em vista realizar sua função de revelar a qualidade da realidade, seja ela qual for, sem interferências valorativas ou reduções classificatórias.
A classificação da avaliação em categorias como formativa ou somativa é necessária para assegurar a aplicabilidade pedagógica e a funcionalidade das estratégias avaliativas, permitindo uma visão pragmática do desempenho do estudante em cada contexto.
A avaliação enquanto prática social deve ser compreendida a partir das funções que assume na organização do currículo escolar, sendo inevitável sua fragmentação conceitual para melhor atender aos critérios normativos e de eficiência escolar.