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Leia o texto a seguir para responder às questões 48 e 49:
Nacarato, Mengali e Passos (2019) trabalham diversos exemplos de sala de aula para debaterem o ensino e a aprendizagem da matemática. Em uma das passagens, as autoras apresentam o registro do aluno Pal, feito após uma atividade sobre o comprimento da cobra, quando a professora Brenda solicitou a elaboração de uma situação-problema sobre o contexto trabalhado em sala de aula:
“A coba foi ao mercado com a sua mãe fazer compras ela pegou um saco de arroz no valor de 3,50 R$ e sua mãe compou uma sacola de pão que custa 5,00 R$, quanto elas gastaram?” (Pal)
A professora observou que, assim como Pal, outros alunos da turma, quando solicitados a elaborar situações- -problema, traziam contextos de compras em supermercado.
A professora Brenda identificou uma grande dificuldade dos alunos dessa turma em elaborar situações-problema. Conforme Nacarato, Mengali e Passos (2019), isso pode acontecer porque esses alunos “não tinham o hábito da escrita nas aulas de matemática (principalmente para elaboração de problemas)”, mas também porque
os alunos foram privados de uma exposição sistemática a respeito do modo correto de abordar um determinado problema.
a ênfase nas experiências matemáticas impossibilita um trabalho mais abstrato e conceitual com os números.
os alunos estavam habituados a resolver problemas escolares diretamente por meio de algoritmos, muitas vezes sem significado para eles.
a maturidade cognitiva dos alunos ainda não foi atingida, sendo necessário esperar esse desenvolvimento natural antes da intervenção educativa.
a redação de problemas deve se ater à disciplina de Língua Portuguesa, que permite trabalhar os aspectos de comunicação solicitados.