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Uma professora de Ciências do 5º ano pergunta a um aluno: "Por que você acha que a lua aparece à noite?" O aluno responde: "Porque ela tem luz própria, mas só gosta de brilhar quando o sol se esconde."
A professora sorri e registra a fala, mas não corrige de imediato, pois considera que a resposta expressa um modo específico de pensar. Ela planeja propor experiências e debates para que os alunos confrontem hipóteses diferentes sobre o fenômeno. Com base na leitura piagetiana apresentada por Seber:
O erro do aluno é apenas ausência de conhecimento, devendo ser eliminado rapidamente para evitar que a concepção equivocada se consolide.
A resposta da criança deve ser compreendida como uma hipótese coerente dentro de seu estágio de desenvolvimento, sendo um ponto de partida para avanços cognitivos.
A explicação revela um raciocínio pré-lógico, que não possui valor para a aprendizagem, já que está distante da explicação científica correta.
A intervenção docente deve priorizar a substituição direta da ideia equivocada pelo conceito científico, sem considerar a estrutura mental do aluno.