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Na agenda de uma criança de um ano, os educadores receberam o seguinte recado de uma mãe: “Professora Helena, por favor, não deixe a Helô (branca) sentar perto da Vitória (negra), pois minha filha está com muito piolho e acredito vir do black da amiguinha. Melhor prevenir e não se infestar. Obrigada. Mamãe”. Em uma situação como essa, as educadoras adotaram práticas de uma educação inclusiva e antirracista, que acertadamente, dentre outras, inclui
acatar o pedido da mãe que redigiu o bilhete, afastando, sempre que possível, as duas crianças e evitando um conflito entre famílias.
promover atividades lúdicas, como brincadeiras, histórias e artes que representem e celebrem o cabelo afro, utilizando materiais diversos e respeitando as diferentes texturas.
afastar das aulas a aluna com piolho, orientando sua mãe quanto ao tratamento para que a criança possa retornar às aulas e socializar com as demais crianças.
orientar a mãe do bebê com cabelo black a prender o cabelo de sua filha para evitar confrontos desnecessários.
orientar a mãe queixosa a, assim que sua filha retornar da escola, verificar se a mesma tem piolhos, eliminando-os diariamente.