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Considerando as pesquisas contemporâneas sobre o desenvolvimento da linguagem oral e escrita, as relações entre audição, leitura e produção textual, e os fundamentos teórico-metodológicos que orientam práticas de alfabetização e letramento na Educação Infantil, pode-se afirmar que a aprendizagem da linguagem:
depende prioritariamente da maturação neurobiológica da criança, sendo o ambiente linguístico relevante apenas como fonte de estímulos complementares, uma vez que os processos de aquisição seguem trajetórias internas relativamente independentes das interações sociais.
pressupõe a articulação entre experiências interativas, mediação intencional do adulto, exploração de múltiplas linguagens e participação em práticas sociais reais, integrando habilidades de escuta, fala, leitura e escrita em um processo no qual aspectos cognitivos, culturais e afetivos se entrelaçam.
desenvolve-se sobretudo por meio de experiências espontâneas de contato com textos e situações comunicativas cotidianas, sendo as intervenções docentes necessárias apenas para organizar a rotina e garantir acesso aos materiais, sem exercer papel formativo direto.
requer a aplicação de metodologias rigorosamente estruturadas, de modo a assegurar que o ensino da linguagem seja padronizado, evitando variações metodológicas que possam comprometer a consolidação das habilidades iniciais de leitura e escrita.
ocorre de modo mais efetivo quando as práticas pedagógicas priorizam métodos sistemáticos de ensino de código, pois a construção das competências de leitura e escrita demanda domínio sequencial das correspondências grafofônicas antes da produção de sentidos e da participação em práticas sociais de linguagem.