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Leia o excerto a seguir:
É fundamental considerar e questionar a própria função da escola para a maioria da população, a adequação dos programas e projetos ao atendimento das suas necessidades educacionais e, portanto, a estrutura dos equipamentos sociais, a natureza e a característica dos currículos, os métodos de ensino, o tratamento reservado aos professores, entre outros elementos que configuram a relação entre as práticas educativas e o projeto de sociedade prevalecente.
(Dourado et al., em Azevedo; Aguiar, Qualidade social da educação básica. Adaptado)
Ao se adotar a concepção de qualidade social da educação, elege-se uma educação que tenha como consequência a
alta empregabilidade da população, articulando a escola e o mercado de trabalho, cujas demandas devem orientar as prioridades educativas e assegurar a formação instrumental necessária para que o estudante prospere profissionalmente.
democratização do ensino, entendida como expansão quantitativa do sistema escolar, centrada no aumento do número de matrículas e na ampliação da jornada escolar.
eficiência formal da escola, ou seja, sua capacidade efetiva de ensinar, que deve ser verificada por meio dos indicadores estipulados pelo Estado, uma vez que este é um agente imparcial ante as disputas ideológicas que envolvem a qualidade.
inclusão social, possibilitando o acesso e a permanência, com sucesso, nas escolas, gerindo democraticamente a educação e incorporando a sociedade na definição das prioridades das políticas sociais.
eficiência administrativa, assegurando resultados educacionais por meio da racionalização dos recursos, da justiça curricular e da intensificação da avaliação de desempenho escolar.