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A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ao propor os campos de experiência na Educação Infantil, reposiciona epistemologicamente o papel da criança e da aprendizagem no cotidiano escolar, articulando corporeidade, linguagem, sensibilidade e cognição numa perspectiva não disciplinar. Essa orientação, embora normativa, apresenta ambivalências que exigem uma leitura crítica de seus fundamentos teóricos e implicações práticas.
Considerando essa complexidade, assinale a alternativa CORRETA:
A concepção dos campos de experiência na BNCC estrutura-se a partir de uma abordagem integradora que considera a criança como produtora de cultura, promovendo aprendizagens em contextos relacionais e significativos, sem hierarquizar os aspectos cognitivos em detrimento dos afetivos e sociais.
Apesar de proporem um modelo centrado nas interações, os campos de experiência da BNCC reforçam uma lógica maturacionista, ao pressupor que o desenvolvimento infantil ocorre por estágios lineares que devem ser respeitados em cada faixa etária.
Os campos de experiência, embora estruturados a partir de uma perspectiva de integralidade, tendem a operar na prática como categorias curriculares estanques, voltadas à mensuração de competências específicas conforme parâmetros universais de aprendizagem.
A BNCC orienta que os campos de experiência sejam utilizados como eixos transversais de conteúdos disciplinares, garantindo o cumprimento dos objetivos didáticos sem comprometer o planejamento tradicional das áreas do conhecimento.