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A transição da Educação Infantil para o Ensino Fundamental, no contexto das políticas curriculares contemporâneas, constitui um momento delicado de articulação entre diferentes concepções de infância, tempos escolares e formas de organização pedagógica. À luz da BNCC, das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI) e das contribuições teóricas sobre o desenvolvimento infantil, assinale a alternativa CORRETA:
A transição eficaz demanda o estabelecimento de rotinas pedagógicas progressivamente dirigidas, favorecendo a internalização precoce de estruturas escolares formais, com vistas à adaptação ao modelo didático-conteudista do Ensino Fundamental, mesmo que isso implique a redução gradual dos tempos de brincadeira e exploração sensível.
Para garantir fluidez no processo de transição, é pedagógica e psicologicamente recomendável implementar uma preparação instrucional focada em pré-requisitos acadêmicos formais, como domínio alfabético e organização de cadernos, que anteceda a inserção plena no Ensino Fundamental.
A convergência entre as etapas exige a subordinação do planejamento da Educação Infantil às exigências curriculares do Ensino Fundamental, adotando-se gradualmente um modelo avaliativo de desempenho e competências, compatível com as metas de aprendizagem escolar estabelecidas nacionalmente.
A transição entre a Educação Infantil e o Ensino Fundamental requer o reconhecimento das disjunções epistemológicas entre as etapas, o que implica sustentar práticas pedagógicas que valorizem a lógica lúdica e investigativa da infância, articulando-as com a progressiva introdução de experiências sistematizadas, sem promover antecipações ou rupturas forçadas na trajetória formativa da criança.