

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Na perspectiva dos estudos da linguagem e da alfabetização, a criança é concebida como sujeito que interpreta e reconstrói sistematicamente o funcionamento da língua, apoiando-se em sua inserção cultural, em experiências de oralidade e em interações com múltiplos gêneros e linguagens. As pesquisas de Ferreiro e Teberosky revelam que a construção da escrita não deriva de mera associação entre letras e sons, mas da elaboração ativa de hipóteses sobre o sistema alfabético e sobre a natureza da linguagem escrita na sociedade letrada.
Considerando essas discussões, assinale a alternativa que apresenta uma interpretação conceitualmente correta sobre as relações entre oralidade, escrita, aquisição da linguagem e psicogênese da língua escrita.
A criança, ao participar de práticas sociais letradas, compreende que a escrita não é somente uma forma gráfica da oralidade, mas um sistema culturalmente organizado com normas próprias; assim, suas hipóteses psicogenéticas emergem da tentativa de explicar tanto a materialidade gráfica quanto as funções sociais da escrita, articulando linguagem verbal, linguagem não verbal e experiências discursivas diversas.
A aquisição da escrita depende da internalização progressiva das correspondências grafofônicas presentes na oralidade, uma vez que a criança só consegue formular hipóteses sobre o sistema notacional depois de reconhecer a escrita como representação linear dos sons da fala, sendo esse reconhecimento a condição central para sua inserção na sociedade letrada.
As relações entre oralidade e escrita manifestam-se no processo de alfabetização como continuidade estrutural, pois ambas são formas equivalentes de linguagem simbólica; dessa forma, a criança tende a compreender espontaneamente que a escrita é uma transcrição estável da fala, o que facilita a construção das hipóteses iniciais descritas pela psicogênese.
A linguagem não verbal, embora relevante para a comunicação cotidiana, exerce influência limitada no processo de alfabetização, pois a formação das hipóteses psicogenéticas depende essencialmente de operações abstratas relacionadas ao reconhecimento das unidades sonoras da fala, sendo os usos sociais da escrita apenas complementares à aprendizagem do sistema.