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A compreensão do desenvolvimento humano e da aprendizagem tem sido objeto de disputas teóricas que ultrapassam dicotomias entre inatismo e empirismo. As abordagens que dialogam com perspectivas interacionistas, histórico-culturais e epigenéticas rompem com concepções lineares, propondo que o processo de aprender e se desenvolver emerge da relação entre sujeitos e contextos mediados simbolicamente. Considerando essa perspectiva, é coerente afirmar que:
A relação entre aprendizagem e desenvolvimento é unidirecional, uma vez que a aquisição de competências cognitivas precede e determina as formas de inserção social, cuja mediação ocorre após a estruturação das funções mentais.
O desenvolvimento humano se dá por sobreposição de estruturas cognitivas autogeradas, nas quais a aprendizagem ocupa papel subsidiário, sendo o meio social um catalisador que atua apenas na consolidação de aquisições previamente internalizadas.
A gênese das capacidades superiores do pensamento não pode ser reduzida a fatores externos ou internos isoladamente, pois resulta de uma construção ativa do sujeito em interação constante com sistemas simbólicos socialmente estruturados.
A aprendizagem configura-se como um processo adaptativo orientado à internalização de estímulos, cujo êxito depende da adequação entre os estágios maturacionais e os desafios impostos pelo ambiente educativo.