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Embora o desenvolvimento da linguagem oral esteja intrinsecamente relacionado a fatores biológicos, cognitivos e socioculturais, é no ambiente escolar que esse processo pode ser intencionalmente ampliado por meio de interações significativas e de práticas discursivas que valorizem o diálogo, a escuta e a pluralidade de vozes. A atuação do professor como mediador da linguagem deve considerar a diversidade linguística das crianças e favorecer a emergência de múltiplas formas de expressão, inclusive aquelas não padronizadas. Diante das informações apresentadas, é pertinente ocorrer:
A restrição das atividades orais à função de suporte para a alfabetização escrita, dada sua natureza eminentemente provisória e auxiliar no percurso de apropriação da linguagem escolarizada.
O redirecionamento das práticas orais escolares para o uso da norma culta padrão desde os primeiros anos, como forma de garantir equidade linguística e preparar os alunos para contextos formais de comunicação social.
A promoção de ambientes linguísticos plurais que reconheçam a legitimidade das variações linguísticas no processo de aprendizagem, sem com isso negar a necessidade de acesso crítico à norma padrão como recurso discursivo situado.
A valorização das manifestações orais espontâneas das crianças como estágio transitório a ser progressivamente substituído por formas linguisticamente adequadas, de acordo com critérios normativos escolares previamente definidos.