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Ao compreendermos que a avaliação constitui um ato intencional ancorado em determinadas concepções de sujeito, de conhecimento e de sociedade, e que a formação docente continuada participa desse mesmo horizonte ético-político, torna-se evidente que ambas se inter-relacionam como práticas de poder e linguagem.
Sob esse prisma, é possível afirmar que:
A articulação entre avaliação e formação docente pressupõe que ambas operem em coerência com uma racionalidade crítica, em que o acompanhamento formativo se configure como mediação reflexiva e não como aferição linear.
O aprimoramento das práticas educativas depende da objetividade do processo avaliativo, sendo desejável que os critérios sejam estabelecidos com antecedência e utilizados de forma uniforme nas diversas etapas de formação
A avaliação emancipadora, para cumprir seu papel pedagógico, deve recorrer a instrumentos padronizados que facilitem a comparação entre os processos formativos e reduzam a dispersão metodológica nas práticas escolares.
O desenvolvimento profissional contínuo exige que a avaliação dos professores se oriente por matrizes estruturadas, de modo a assegurar uma correspondência entre competências docentes e indicadores de desempenho institucional.